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Tipo uma bibliotecária ou…

Publicado em: 11/01/14

TIPO UMA BIBLIOTECÁRIA OU UM BIBLIOTECÁRIO SEM FRONTEIRAS

Post publicado originalmente em Bibliotecários sem Fronteiras,

08/01/2014 por CLAUDIANE WEBER

Outro dia, me peguei pensando o que seria uma Bibliotecária ou um Bibliotecário Sem Fronteiras? e agora? Folheando aqui, zapeando acolá, chego à conclusão de que não é categorizável: me parece que é um “tipo”. É um “tipo” que não segue os estereótipos comuns e massivos. Típico, da mesma raiz de tipo, num dicionário de filosofia, não tem lá um significado muito rigoroso, mas envolve constantemente a referência ao que é comum e geral e que, justamente por isso, é considerado fundamental.

Fundamental! Eis uma boa tag, uma boa palavra-chave, se assim quisermos. Observando suas ações (este tipo não fica parado, estagnado, está em constante ação) é fundamental a curiosidade; é fundamental a criatividade. Isso se nos referirmos a criatividade sob um ponto de vista humanista, como produzir algo a partir do que se tem, achar uma solução positiva que não estava prevista segundo a lógica corrente.

Assim, ser Bibliotecário sem fronteiras pode significar uma estrada, pode ser um caminho, um meio para ampliar horizontes, conhecer e crescer. Parece mesmo fundamental! Um percurso que leve a uma forma mais refinada e autônoma de exercer a própria linha de ação. Caracteriza uma busca intensa por mais saber, e se traduz em mais “poder fazer”. Isso me lembra os bibliotecários de referencia.

Sempre me foi fundamental, e sempre fui fã, dos bibliotecários de referência. Este ser que me parece também um outro “tipo”. Tipo um oráculo; que sabe de um tudo e de todos. De modo individual, é aquele que, depois de toda a formação técnica, tem na relação externa (espaço, pessoas, modos) a ação como inteligência de serviço. Sabe configurar e homologar a própria oferta à demanda, ou até mesmo, aguçar uma curiosidade, uma novidade que agrade o outro. Sabe vender o serviço. A biblioteca, os livros, a internet… é tudo relativo; primário é o serviço que presta àquele tipo de clientela (os usuários).

E como chegamos a tal nível de refinamento?

É necessário cuidar do próprio tempo e preparar o próprio espaço. Costumamos estar sempre fora de nós mesmos, na praça, na multidão, onde escutamos falar dos outros. Mas se nos voltamos para dentro, voltamos à única casa que temos, onde se pode compreender a própria realidade, conhecer ao próprio modo de conhecer o mundo e o que fazemos.

Exige uma preparação, como a que para entender Dante Alighieri. Para compreender a Divina Comédia, segundo palavras de um sábio, são necessários conhecimentos prévios de história, teologia, filosofialingüística, entre outras. A Divina Comédia, um grande livro, faz o ciclo do que é o homem. Este homem, esta história do homem, é passível de ser lida, mas precede a leitura de si mesmo.