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Comunicação científica na web 2.0

Publicado em: 15/03/13

SOARES, S.B.C. Scholarly communication in the web 2.0 environment: why not?. J. Venom. Anim. Toxins incl. Trop. Dis, Botucatu, v. 15, n. 1, 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-91992009000100001&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 24 abr. 2011. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1678-91992009000100001

[a seguir a versão em português, não publicada]:

Comunicação científica na web 2.0: por que não?

Tim O´Reilly utilizou o termo web 2.0, em 2005, para definir a web colaborativa e interativa. A web que o internauta constrói/modifica/reformata/comenta e não apenas pesquisa/baixa/imprime. A mídia adotou imediatamente o “2.0” para adjetivar toda e qualquer inovação que surgiu desde então. Tudo passou a ser “2.0”. A despeito das críticas quanto ao uso do termo a web, de fato, mudou!

Talvez pela própria natureza conservadora da comunicação científica ainda haja muita resistência quanto à adoção tanto das ferramentas quanto deste adjetivo no contexto das publicações acadêmicas. No entanto, autores nem sempre estão cientes das vantagens que teriam se a comunicação científica se apropriasse destas ferramentas decorrentes da evolução na área da comunicação humana mediatizada. Pessoas atualmente não apenas pesquisam na web mas interagem na web! Autores teriam maior facilidade e rapidez na satisfação de suas necessidades básicas de sobrevivência: serem mais conhecidos, terem seus trabalhos lidos por um público maior e consequentemente serem mais citados! Não apenas publicarem na web, não apenas estarem disponíveis, mas valerem-se das ferramentas web 2.0 para serem visíveis, recuperados, indexados, lidos!

Neste contexto tenho três considerações: 1) Autores, via de regra, ainda redigem seus papers para serem publicados no formato impresso, ainda que o objetivo seja submeter a um evento ou periódico eletrônico. A redação ainda é linear, para uma leitura linear. A inovação que se mantém é a conversão para PDF para leitura de cima para baixo e da esquerda para direita, isto é, como se fosse impressa – e muitas vezes em colunas, para leitura em tela!; 2) Ainda que um autor inove, redigindo um hipertexto, inserindo imagens em movimento, áudio, vídeo, tabelas dinâmicas etc., a maioria das publicações técnico-científicas não estão preparadas para publicarem tais trabalhos. Na maioria das vezes o ambiente virtual não está configurado para publicar trabalhos inovadores quanto ao formato. E por que não? 3) Talvez a inovação mais simples seja habilitar nos periódicos eletrônicos a ferramenta de comentários dos leitores sobre o mesmo. Abrir um blog abaixo de cada artigo. Por quê não?  Caberia, portanto, aos editores das publicações técnico-científicas repensarem sobre o que estão perdendo pelo não uso das ferramentas web 2.0, quais sejam: RSS, Weblog, Social Bookmarking, Streaming Media, Podcast, Mashup, Wiki, Tagging, Folksonomy etc. Recomendo leituras: FARBER, M. How shall we write and read in twenty-first century academy? Notes on the margin of electronic publishing e o texto Scientific communications in web 2.0 context do blog Scientific Curiosity.

Suely de Brito Clemente Soares – Cibertecária – MS em Educação, Ciência e Tecnologia – BRCdigit@l Interativa do Campus de Rio ClaroUNESP